Toda Mudez Será Castigada - Infância Excluída
Neste trabalho comento sobre a apropriação de tudo aquilo que não desejo.
Mas se não desejo por que me aproprio?
E do que me aproprio? Das armas? Das munições? Do abandono? Da indiferença?
Das atitudes egoístas? Do caos? Do infortúnio? E das alegrias, não as vejo?
Quando você se apropria do medo e da insanidade social, qual o seu brado?
Silêncio, resistência, colapso ou alienação?
Meio ao caos e aos transtornos de ordem social, dentro da minha própria indignação mental, procuro construir um ensaio visual onde o devaneio intelectual talvez seja o principal instrumento de limitação, no qual o homem é o próprio meio de sua ambição desenfreada.
Assim como, Sherrie Levine, em um dos seus trabalhos se apropriava da figura feminina delimitada a silhueta de um Presidente, busco a ressignificação como elemento de reconstrução, reutilizando meu próprio perfil como indivíduo meio a cenas opressivas e transgressoras, catástrofes, absurdos e episódios preconceituosos, originárias quem sabe, de uma triste e inicial história da colonização de exploração patriarcal, intolerante, machista e escravagista.
Que a mudez diante as crises de realidade e autopreservação do egoísmo humano, não seja nosso maior castigo, dentro de nossas consciências e na imbecilização de uma sociedade que aos poucos se torna desumana, até em suas alegrias!
Como mencionou o filósofo alemão Max Horkheimer (1885-1976), criador da expressão, “Industrial Cultural”:
“Quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas,
mais as coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços individuais genuínos”
Qual o motivo do teu grito?